An image with the following quote Ad juvenem rosam offerentem



A flor que és, não a que dás, eu quero.

Porque me negas o que te não peço?

Tão curto tempo é a mais longa vida,

E a juventude nela!


Flor vives, vã; porque te flor não cumpres?

Se te sorver esquivo o infausto abismo,

Perene velarás, absurda sombra,

O que não dou buscando.


Na oculta margem onde os lírios frios

Da infera leiva crescem, e a corrente

Monótona, não sabe onde é o dia,

Sussurro gemebundo.

Ad juvenem rosam offerentem A flor que és, não a que dás, eu quero. Porque me negas o que te não peço? Tão curto tempo é a mais longa vida, E a juventude nela! Flor vives,...

— Ricardo Reis

A flor que és, não a que dás, eu quero. [2]

Ad juvenem rosam offerentem A flor que és, não a que dás, eu quero. Porque me negas o que te não peço? Tão curto tempo é a mais longa vida, E a juventude nela! Flor vives, vã; porque te flor não cumpres? Se te sorver esquivo o infausto abismo, Perene velarás, absurda sombra, O que não dou buscando. Na oculta margem onde os lírios frios Da infera leiva crescem, e a corrente Monótona, não sabe onde é o dia, Sussurro gemebundo.
Mil-Frases Mil-Frases · 3 years ago
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Ricardo Reis
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Ricardo Reis, um ...
Este poema de Ricardo Reis expressa a busca pelo verdadeiro amor, onde o eu lírico deseja a flor que a pessoa é, não apenas as flores que ela oferece. Há uma reflexão sobre a efemeridade da vida e a juventude, e a frustração de não receber o amor desejado