An image with the following quote Triste flor de milonga ao abandono,

Betsabé, Betsabé, que mal me fazes!

Ontem, a coqueluche dos rapazes,

E agora? pobre pássaro sem dono.


Primavera e verão foram-se. O outono

Chegou. Folhas no chão... Névoas falazes...

E aí vem o inverno... O fim das lindas frases...

O último sonho, e após, o último sono!


As cigarras calaram-se. Era tarde!

E hoje que no teu sangue já não arde

O fogo em que tanta alma se abrasou,


Choras, sem compreenderes que a saudade

É um bem maior do que a felicidade,

Porque é a felicidade que ficou!

Triste flor de milonga ao abandono, Betsabé, Betsabé, que mal me fazes! Ontem, a coqueluche dos rapazes, E agora? pobre pássaro sem dono. Primavera e verão foram-se. O outono...

— Manuel Bandeira

À Maneira de Olegário Mariano

Triste flor de milonga ao abandono, Betsabé, Betsabé, que mal me fazes! Ontem, a coqueluche dos rapazes, E agora? pobre pássaro sem dono. Primavera e verão foram-se. O outono Chegou. Folhas no chão... Névoas falazes... E aí vem o inverno... O fim das lindas frases... O último sonho, e após, o último sono! As cigarras calaram-se. Era tarde! E hoje que no teu sangue já não arde O fogo em que tanta alma se abrasou, Choras, sem compreenderes que a saudade É um bem maior do que a felicidade, Porque é a felicidade que ficou!
Mil-Frases Mil-Frases · 2 years ago
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Manuel Bandeira
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A poesia de Bande...
Este poema de Manuel Bandeira, intitulado "À Maneira de Olegário Mariano", retrata a melancolia e a passagem do tempo. O eu lírico lamenta a transformação de Betsabé, uma mulher que antes era desejada e agora está abandonada. O poema evoca as estações do