An image with the following quote A mão invisível do vento roça por cima das ervas.

Quando se solta, saltam nos intervalos do verde

Papoilas rubras, amarelos malmequeres juntos,

E outras pequenas flores azuis que se não vêem logo.


Não tenho quem ame, ou vida que queira, ou morte que roube

Por mim, como pelas ervas um vento que só as dobra

Para as deixar voltar àquilo que foram, passa.

Também por mim um desejo inutilmente bafeja

As hastes das intenções, as flores do que imagino,

E tudo volta ao que era sem nada que acontecesse.



30/01/1921

A mão invisível do vento roça por cima das ervas. Quando se solta, saltam nos intervalos do verde Papoilas rubras, amarelos malmequeres juntos, E outras pequenas flores azuis qu...

— Ricardo Reis

A mão invisível do vento

A mão invisível do vento roça por cima das ervas. Quando se solta, saltam nos intervalos do verde Papoilas rubras, amarelos malmequeres juntos, E outras pequenas flores azuis que se não vêem logo. Não tenho quem ame, ou vida que queira, ou morte que roube Por mim, como pelas ervas um vento que só as dobra Para as deixar voltar àquilo que foram, passa. Também por mim um desejo inutilmente bafeja As hastes das intenções, as flores do que imagino, E tudo volta ao que era sem nada que acontecesse. 30/01/1921
Mil-Frases Mil-Frases · 3 years ago
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Ricardo Reis
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Ricardo Reis, um ...
Este poema de Ricardo Reis, intitulado "A mão invisível do vento", retrata a delicadeza e a efemeridade da natureza. O vento, representado como uma mão invisível, acaricia as ervas e faz com que flores coloridas saltem entre elas. O eu lírico expressa a s