An image with the following quote Quando na grave solidão do Atlântico

Olhavas da amurada do navio

O mar já luminoso e já sombrio,

Lenau! teu grande espírito romântico


Suspirava por ver dentro das ondas

Até o álveo profundo das areias,

A enxergar alvas formas de sereias

De braços nus e nádegas redondas.


Ilusão! que sem cauda aqueles seres,

Deixando o ermo monótono das águas,

Andam em terra suscitando mágoas,

Misturadas às filhas das mulheres.


Nikolaus Lenau, poeta da amargura!

Uma te amou, chamava-se Sofia.

E te levou pela melancolia

Ao oceano sem fundo da loucura.

Quando na grave solidão do Atlântico Olhavas da amurada do navio O mar já luminoso e já sombrio, Lenau! teu grande espírito romântico Suspirava por ver dentro das ondas Até o...

— Manuel Bandeira

A Sereia de Lenau

Quando na grave solidão do Atlântico Olhavas da amurada do navio O mar já luminoso e já sombrio, Lenau! teu grande espírito romântico Suspirava por ver dentro das ondas Até o álveo profundo das areias, A enxergar alvas formas de sereias De braços nus e nádegas redondas. Ilusão! que sem cauda aqueles seres, Deixando o ermo monótono das águas, Andam em terra suscitando mágoas, Misturadas às filhas das mulheres. Nikolaus Lenau, poeta da amargura! Uma te amou, chamava-se Sofia. E te levou pela melancolia Ao oceano sem fundo da loucura.
Mil-Frases Mil-Frases · 2 years ago
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Manuel Bandeira
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A poesia de Bande...
"A Sereia de Lenau" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a solidão e a melancolia do poeta ao observar o mar. O poema faz referência ao poeta alemão Nikolaus Lenau, que também era conhecido por sua melancolia. Através da imagem da sereia, Bandeira ex