Poema
“O Mestre me ensinou: Fáculas nitentes Como metal luzidio Bordam as manchas — Abismos de remoinhos electromagnéticos A verrumar a espessura solar. Massas de nuvens Em colun...
— Manuel Bandeira
Astéria
O Mestre me ensinou:
Fáculas nitentes
Como metal luzidio
Bordam as manchas
— Abismos de remoinhos electromagnéticos
A verrumar a espessura solar.
Massas de nuvens
Em colunatas coesas de fímbrias froculares
Atestam lá longe a despesa ignescente da estrela
No vômito de suas ondas
Despedidas e soltas.
O oceano celeste
Outrora tido por oco
Está cheio dessas como lavas vulcânicas
Pairando invisíveis no cosmos.
E eu as detecto no meu registro natural e inédito
— O esqueleto e modelo exterior do corpo radiário de Astéria.
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"Astéria" é um poema de Manuel Bandeira que nos transporta para um universo cósmico e misterioso. O poeta descreve as fáculas nitentes, as manchas e as massas de nuvens que bordam o sol, criando uma imagem de abismos e remoinhos electromagnéticos. O ocean
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