“Barcos pesados vindo para as melancólicas sombras Dos grandes olhos incompletos dos arcos das pontes Enormes escaladas medievais dos altos muros do castelo (Luzem como escamas os a...
— Álvaro de Campos
Barcos pesados vindo para as melancólicas sombras
Barcos pesados vindo para as melancólicas sombras
Dos grandes olhos incompletos dos arcos das pontes
Enormes escaladas medievais dos altos muros do castelo
(Luzem como escamas os aços dos elmos e das couraças)
E os escudos deitados [clamam?] como goelas fumegantes dos que assaltam
E o súbito desabrochar aéreo das grandes flores amarelas e violentas das granadas.
(Onde o teu cavalo pôs a pata, Átila, torna a crescer erva
E tudo renasce e a vida da natureza cobre
O que fica das conquistas)
Antenas de ferro — capacetes em bico — de Bismarck
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Este poema de Álvaro de Campos, intitulado "Barcos pesados vindo para as melancólicas sombras", retrata uma cena sombria e melancólica, onde barcos pesados se aproximam das sombras. O poeta descreve também os arcos das pontes, os muros do castelo e os esc
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