“O solitude! O pauvreté! Musset O céu parece de algodão. O dia morre. Choveu tanto! As minhas pálpebras estão Como embrumadas pelo pranto Sinto-o descer devagarinho, Cheio...
— Manuel Bandeira
Cantilena
O solitude! O pauvreté!
Musset
O céu parece de algodão.
O dia morre. Choveu tanto!
As minhas pálpebras estão
Como embrumadas pelo pranto
Sinto-o descer devagarinho,
Cheio de mágoa e mansidão.
A minha testa quer carinho,
E pede afago a minha mão.
Debalde o rio docemente
Canta a monótona canção:
Minh'alma é um menino doente
Que a ama acalenta mas em vão.
A névoa baixa. A obscuridade
Cresce. Também no coração
Pesada névoa de saudade
Cai. Ó pobreza! Ó solidão!
Clavadel, 1913
0
Curtida
0
Comentário
0
Partilhas
Comentário
Seja o primeiro a comentar.
"Cantilena" é um poema melancólico de Manuel Bandeira, onde o eu lírico expressa sua solidão e pobreza. Através de imagens como o céu de algodão e a névoa de saudade, o poema transmite uma sensação de tristeza e desamparo. É um poema para ser lido em mome
Populares
Related posts
The light that guides me is much stronger than the e...
Who said that to fly we need wings?
just one motorc...
Life is short, chase your dreams
When the power of love overcomes the love of power t...
Do not be afraid of change. Good things are gone, so...
Cease negative mental chattering. If you think a thi...
We would accomplish many more things if we did not t...
I never think about my best interests. I think about...
Hope lingers in all the tears.
Love is an untamed force. When we try to control it,...
There are so many things that we wish we had done ye...
You only have one life, so take charge and strive to...
We should judge a man more by his questions than by ...