“Craveiro, dá-me uma rosa! Mas não qualquer, General: Que eu quero, Craveiro, a rosa Mais linda de Portugal! Não me dês rosa de sal. Não me dês rosa de azar. Não me dês, Crave...
— Manuel Bandeira
Craveiro, Dá-me Uma Rosa
Craveiro, dá-me uma rosa!
Mas não qualquer, General:
Que eu quero, Craveiro, a rosa
Mais linda de Portugal!
Não me dês rosa de sal.
Não me dês rosa de azar.
Não me dês, Craveiro, rosa
Dos jardins de Salazar!
A Portugal mando um cravo.
Mas não qualquer, General:
Mando o cravo mais bonito
Da minha terra natal!
Não cravo de Juscelino,
Nem de nenhum general!
Não cravo (se há lá já cravos!)
Da futura capital.
Mando o puro cravo branco
Da pátria não oficial:
Cravo de amor, — sem política,
Só de amor, meu General.
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"Craveiro, Dá-me Uma Rosa" é um poema de Manuel Bandeira que expressa o desejo do eu lírico de receber a rosa mais bonita de Portugal. O poema faz referência ao General Craveiro Lopes e critica as rosas dos jardins de Salazar, líder político da época. O e
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