“Há uma cor que me persegue e que eu odeio, Há uma cor que se insinua no meu medo. Porque é que as cores têm força De persistir na nossa alma, Como fantasmas? Há uma cor que me...
— Ricardo Reis
Há uma cor que me persegue e que eu odeio,
Há uma cor que me persegue e que eu odeio,
Há uma cor que se insinua no meu medo.
Porque é que as cores têm força
De persistir na nossa alma,
Como fantasmas?
Há uma cor que me persegue e hora a hora
A sua cor se torna a cor que é a minha alma.
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Este poema de Ricardo Reis expressa a aversão do eu lírico por uma cor que o persegue e que ele odeia. A cor se insinua em seu medo e persiste em sua alma como um fantasma. A cada hora, a cor se torna a cor que define sua própria essência.
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