“Na cidade de Assis, Il Poverello Santo, três vezes santo, andou pregando Que o sol, a terra, a flor, o rocio brando, Da pobreza o tristíssimo flagelo, Tudo quanto há de vil, quant...
— Florbela Espanca
In memoriam (Ao meu morto querido)
Na cidade de Assis, Il Poverello
Santo, três vezes santo, andou pregando
Que o sol, a terra, a flor, o rocio brando,
Da pobreza o tristíssimo flagelo,
Tudo quanto há de vil, quanto há de belo,
Tudo era nosso irmão! - E assim sonhando,
Pelas estradas da Umbria foi forjando
Da cadeia do amor o maior elo!
"Olha o nosso irmão Sol, nossa irmã Água..."
Ah! Poverello! Em mim, essa lição
Perdeu-se como vela em mar de mágoa
Batida por furiosos vendavais!
- Eu fui na vida a irmã de um só irmão,
E já não sou a irmã de ninguém mais!
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Este poema de Florbela Espanca, intitulado "In memoriam (Ao meu morto querido)", retrata a solidão e a perda de um ente querido. Através de referências ao Santo Francisco de Assis, a poetisa expressa a sua dor e a sensação de ter perdido a ligação com o m
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