“Para reproduzir o donaire sem par Desse alvo rosto e desse irônico sorriso Que desconcerta e prende e atrai, fora preciso A mestria de Helleu, de Boldini ou Besnard. Luz faisc...
— Manuel Bandeira
Mancha
Para reproduzir o donaire sem par
Desse alvo rosto e desse irônico sorriso
Que desconcerta e prende e atrai, fora preciso
A mestria de Helleu, de Boldini ou Besnard.
Luz faiscante malícia ao fundo desse olhar,
E há mais do inferno ali do que do paraíso...
O amor é tão-somente um pretexto de riso
Para esse coração flutuante e singular.
Flor de perfume raro e de esquisito encanto,
Ela zomba dos que (pobres deles!) sem cor
Vão-lhe aos pés ajoelhar ingenuamente... Enquanto
Alguém não lhe magoar a boca de veludo...
E não a fizer ver, por si, que isso de amor
No fundo é amargo e triste e dói mais do que tudo.
1907
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"Mancha" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a dualidade entre a beleza e a ironia de um rosto encantador. O poeta destaca a mestria dos pintores Helleu, Boldini e Besnard para reproduzir a malícia e o olhar sedutor dessa figura. O amor é apresentad
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