“Não batas palmas diante da beleza. Não se sente a beleza demasiado. A beleza não passa É a sombra dos Deuses. Mexa-se embora a nossa estéril vida, Desdobre Éolo sobre nós seu...
— Ricardo Reis
Não batas palmas diante da beleza.
Não batas palmas diante da beleza.
Não se sente a beleza demasiado.
A beleza não passa
É a sombra dos Deuses.
Mexa-se embora a nossa estéril vida,
Desdobre Éolo sobre nós seus sopros
(...)
(...)
As estátuas aos deuses representam
Porque as estátuas são calmas e eternas
Nem lhes fiam seu curto
E negro linho as Parcas.
Segundo frias leis Júpiter troa
Em certas noites aparece Diana
E as leis porque aparece
Dão-lhe a divina calma.
O que chamamos leis na acção dos Deuses
São apenas a calma que eles têm
Não de cima lhes vêm.
São a vida que querem.
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Este poema de Ricardo Reis reflete sobre a natureza efêmera da beleza. O poeta nos adverte para não aplaudirmos diante da beleza, pois ela não é duradoura. A beleza é apenas a sombra dos deuses, algo passageiro. O poema também menciona a calma e a eternid
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