“Não torna ao ramo a folha que o deixou, Nem com seu mesmo pó se uma outra forma. O momento, que acaba ao começar Este, morreu p'ra sempre. Não me promete o incerto e vão futur...
— Ricardo Reis
Não torna ao ramo a folha que o deixou,
Não torna ao ramo a folha que o deixou,
Nem com seu mesmo pó se uma outra forma.
O momento, que acaba ao começar
Este, morreu p'ra sempre.
Não me promete o incerto e vão futuro
Mais do que esta iterada experiência
Da mutada sorte e a condição deserta
Das cousas e de mim.
Por isso, neste rio universal
De que sou, não uma onda, senão ondas,
Decorro inerte, sem pedido, nem
Deuses em quem o empregue.
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Este poema de Ricardo Reis reflete sobre a transitoriedade da vida e a impossibilidade de voltar atrás no tempo. O eu lírico reconhece a efemeridade das coisas e aceita o fluxo inexorável do universo, fluindo sem questionar ou depender de divindades.
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