“O anel dado ao mendigo é injúria, e a sorte Dada a quem pensa é infâmia, que quem pensa — Quer verdade, e não sorte. Como um mendigo a quem é dado o nome De rei, não come dele...
— Ricardo Reis
O anel dado ao mendigo é injúria, e a sorte
O anel dado ao mendigo é injúria, e a sorte
Dada a quem pensa é infâmia, que quem pensa —
Quer verdade, e não sorte.
Como um mendigo a quem é dado o nome
De rei, não come dele, mas do prato
Do rei, minha esperança
Da razão que lia em tê-la se alimenta
E não do que deseja.
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Este poema de Ricardo Reis aborda a ideia de que dar algo valioso a alguém que não o merece é uma injúria, e que a sorte não é o que realmente importa para quem pensa. O poeta compara essa situação com um mendigo que recebe o título de rei, mas não se ali
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