Poema
“O bêbado caía de bêbado E eu, que passava, Não o ajudei, pois caía de bêbado, E eu só passava. O bêbado caiu de bêbado No meio da rua. E eu não me voltei, mas ouvi. Eu bêbado E a s...
— Álvaro de Campos
O bêbado caía de bêbado
O bêbado caía de bêbado
E eu, que passava,
Não o ajudei, pois caía de bêbado,
E eu só passava.
O bêbado caiu de bêbado
No meio da rua.
E eu não me voltei, mas ouvi. Eu bêbado
E a sua queda na rua.
O bêbado caiu de bêbado
Na rua da vida.
Meu Deus! Eu também caí de bêbado
Deus (...)
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Este poema de Álvaro de Campos, intitulado "O bêbado caía de bêbado", retrata a cena de um bêbado caindo na rua enquanto o narrador passa por ele. O narrador confessa que não o ajuda, apenas continua a sua caminhada. O poema evoca uma sensação de indifere
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