Poema
An image with the following quote É um crucifixo de marfim

Ligeiramente amarelado,

Pátina do tempo escoado.

Sempre o vi patinado assim.


Mãe, irmã, pai meus estreitado

Tiveram-no ao chegar o fim.

Hoje, em meu quarto colocado,

Ei-lo velando sobre mim.


E quando se cumprir aquele

Instante, que tardando vai,

De eu deixar esta vida, quero


Morrer agarrado com ele.

Talvez me salve. Como — espero —

Minha mãe, minha irmã, meu pai.


Teresópolis, março de 1966

É um crucifixo de marfim Ligeiramente amarelado, Pátina do tempo escoado. Sempre o vi patinado assim. Mãe, irmã, pai meus estreitado Tiveram-no ao chegar o fim. Hoje, em meu...

— Manuel Bandeira

O Crucifixo

É um crucifixo de marfim Ligeiramente amarelado, Pátina do tempo escoado. Sempre o vi patinado assim. Mãe, irmã, pai meus estreitado Tiveram-no ao chegar o fim. Hoje, em meu quarto colocado, Ei-lo velando sobre mim. E quando se cumprir aquele Instante, que tardando vai, De eu deixar esta vida, quero Morrer agarrado com ele. Talvez me salve. Como — espero — Minha mãe, minha irmã, meu pai. Teresópolis, março de 1966
Mil-Frases Mil-Frases · 2 years ago
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Manuel Bandeira
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A poesia de Bande...
"O Crucifixo" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a presença constante de um crucifixo de marfim na vida do poeta. O poema transmite uma sensação de devoção e proteção, pois o crucifixo é descrito como velando sobre o poeta. O eu lírico expressa o d