An image with the following quote O ritmo antigo que há em pés descalços,

Esse ritmo das ninfas repetido,

Quando sob o arvoredo

Batem o som da dança,

Vós na alva praia relembrai, fazendo,

Que scura a spuma deixa; vós, infantes,

Que inda não tendes cura

De ter cura, responde

Ruidosa a roda, enquanto arqueia Apolo,

Como um ramo alto, a curva azul que doura,

E a perene maré

Flui, enchente ou vazante.



02/08/1914 (Athena, nº1, Outubro de 1924)

O ritmo antigo que há em pés descalços, Esse ritmo das ninfas repetido, Quando sob o arvoredo Batem o som da dança, Vós na alva praia relembrai, fazendo, Que scura a spuma dei...

— Ricardo Reis

O ritmo antigo que há nos pés descalços

O ritmo antigo que há em pés descalços, Esse ritmo das ninfas repetido, Quando sob o arvoredo Batem o som da dança, Vós na alva praia relembrai, fazendo, Que scura a spuma deixa; vós, infantes, Que inda não tendes cura De ter cura, responde Ruidosa a roda, enquanto arqueia Apolo, Como um ramo alto, a curva azul que doura, E a perene maré Flui, enchente ou vazante. 02/08/1914 (Athena, nº1, Outubro de 1924)
Mil-Frases Mil-Frases · 3 years ago
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Ricardo Reis
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Ricardo Reis, um ...
Este poema de Ricardo Reis, intitulado "O ritmo antigo que há nos pés descalços", evoca a imagem de ninfas dançando sob a sombra das árvores. O autor convida-nos a recordar esse antigo ritmo, enquanto as ondas do mar fluem e o sol se curva no horizonte. A