“Atrás de minha fronte esquálida, Que em insônias se mortifica, Brilha uma como chama pálida De pálida, pálida mica... Não a acendeu a ardente febre, Ai de mim, da consumpção...
— Manuel Bandeira
Pierrot Branco
Atrás de minha fronte esquálida,
Que em insônias se mortifica,
Brilha uma como chama pálida
De pálida, pálida mica...
Não a acendeu a ardente febre,
Ai de mim, da consumpção hética
Que esgalga, até que um dia a quebre,
A minha carcaça caquética!
Nem a alumiou a fantasia
Por velar de rúbido pejo
Aquela agitação sombria
Que em pancadas de mau desejo
Tortura o coração aflito,
Sugere requintes de gozo,
Por concriar — sonho infinito —
O andrógino miraculoso!
A chama que em suave lampejo
A esquálida tez me ilumina,
Não a ateou febre nem desejo,
— Mas um beijo de Colombina
0
Curtida
0
Comentário
0
Partilhas
Comentário
Seja o primeiro a comentar.
"Pierrot Branco" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a solidão e a fragilidade do eu lírico. Através de uma linguagem melancólica e imagens poéticas, o poema revela a tristeza e a angústia do protagonista, que busca uma chama de esperança em meio à
Populares
Related posts
The light that guides me is much stronger than the e...
Who said that to fly we need wings?
just one motorc...
Life is short, chase your dreams
When the power of love overcomes the love of power t...
Do not be afraid of change. Good things are gone, so...
Cease negative mental chattering. If you think a thi...
We would accomplish many more things if we did not t...
I never think about my best interests. I think about...
Hope lingers in all the tears.
Love is an untamed force. When we try to control it,...
There are so many things that we wish we had done ye...
You only have one life, so take charge and strive to...
We should judge a man more by his questions than by ...