“Pobres de nós que perdemos quanto Sereno e forte nos dava a vida O único modo O único humano de a ter... Pobres de nós Crianças orfãs que mal se lembram De pai e mãe E andam...
— Ricardo Reis
Pobres de nós que perdemos quanto
Pobres de nós que perdemos quanto
Sereno e forte nos dava a vida
O único modo
O único humano de a ter...
Pobres de nós
Crianças orfãs que mal se lembram
De pai e mãe
E andam sozinhas na vida cega
Sem ter carinhos
Nem saber nada
De aonde vamos pela floresta,
Nem donde viemos pla estrada fora…
E somos tristes, e somos velhos,
E fracos sempre…
Sem que nos sirva…
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Este poema de Ricardo Reis retrata a tristeza e a solidão daqueles que perderam tudo na vida, que são órfãos de afeto e que caminham sozinhos sem saber para onde vão. É uma reflexão sobre a fragilidade humana e a falta de propósito que muitas vezes nos as
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