“XXVI Quando cantas, minhalma desprezando O invólucro do corpo, ascende às belas Altas esferas de ouro, e, acima delas, Ouve arcanjos as cítaras pulsando. Corre os países longes,...
— Olavo Bilac
Quando cantas
XXVI
Quando cantas, minhalma desprezando
O invólucro do corpo, ascende às belas
Altas esferas de ouro, e, acima delas,
Ouve arcanjos as cítaras pulsando.
Corre os países longes, que revelas
Ao som divino do teu canto: e, quando
Baixas a voz, ela também, chorando,
Desce, entre os claros grupos das estrelas.
E expira a tua voz. Do paraíso,
A que subira ouvíndo-te, caído,
Fico a fitar-te pálido, indeciso...
E enquanto cismas, sorridente e casta,
A teus pés, como um pássaro ferido,
Toda a minhalma trêmula se arrasta. .
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"Quando cantas" é um poema de Olavo Bilac que retrata a capacidade transcendental da música e do canto. Através da voz do poeta, a alma é elevada a esferas celestiais, onde se ouvem os acordes das cítaras dos arcanjos. O poema descreve a jornada da voz, q
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