“Quando Neptuno houver alongado Até quase aos bosques ao cimo da praia Os seus braços com mãos ruidosas de espuma E Éolo houver Largado por sobre o mar sob o azul Onde Apolo aq...
— Ricardo Reis
Quando Neptuno houver alongado
Quando Neptuno houver alongado
Até quase aos bosques ao cimo da praia
Os seus braços com mãos ruidosas de espuma
E Éolo houver
Largado por sobre o mar sob o azul
Onde Apolo aquece
Os cavalos frescos dos ventos leves,
Eu irei contigo
Passear na altura cheirosa a mar
Dos (...) altos
E concluir que esta vida é pouco
Desde que os deuses
Foram velados e os homens ingratos
Dos altares esquecidos tiraram todos
Os ex-votos velhos,
Os ex-votos velhos que eram (...)
(...)
Que Cristo e Maria
E de antes que a cruz pusesse a nudez
Da sua secura
De encontro ao céu sempre velho e novo.
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Este poema de Ricardo Reis retrata a vontade de se aventurar com alguém amado, aproveitando a beleza do mar e dos ventos. No entanto, o poeta reflete sobre a efemeridade da vida e a falta de devoção dos homens aos deuses.
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