Poema
“No hall do Palace o pintor Cícero Dias entre o Pão De Açúcar e um caixão de enterro (É um rei andrógino que enterram?) Toca um jazz de pandeiros com a mão Que o Blaise Cendrar...
— Manuel Bandeira
Rondó do Palace Hotel
No hall do Palace o pintor
Cícero Dias entre o Pão
De Açúcar e um caixão de enterro
(É um rei andrógino que enterram?)
Toca um jazz de pandeiros com a mão
Que o Blaise Cendrars perdeu na guerra.
Deus do céu, que alucinação!
Há uma criatura tão bonita
Que até os olhos parecem nus:
Nossa Senhora da Prostituição!
— “Garçom, cinco martínis!” Os
Adolescentes cheiram éter
No hall do Palace.
Aqui ninguém dá atenção aos préstitos
(Passa um clangor de clubes lá fora):
Aqui dança-se, canta-se, fala-se
E bebe-se incessantemente
Para esquecer a dor daquilo
Por alguém que não está presente
No hall do Palace.
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"Rondó do Palace Hotel" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a atmosfera do famoso hotel Palace, onde o autor observa diversas cenas e personagens peculiares. O poema descreve um ambiente de festa e diversão, onde as pessoas dançam, cantam, falam e b
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