“Sofro, Lídia, do medo do destino. A leve pedra que um momento ergue As lisas rodas do meu carro, aterra Meu coração. Tudo quanto me ameace de mudar-me Para melhor que seja, o...
— Ricardo Reis
Sofro, Lídia, do medo do destino. [2]
Sofro, Lídia, do medo do destino.
A leve pedra que um momento ergue
As lisas rodas do meu carro, aterra
Meu coração.
Tudo quanto me ameace de mudar-me
Para melhor que seja, odeio e fujo.
Deixem-me os deuses minha vida sempre
Sem renovar
Meus dias, mas que um passe e outro passe
Ficando eu sempre quase o mesmo; indo
Para a velhice como um dia entra
No anoitecer.
26/05/1917
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Este poema de Ricardo Reis expressa o medo do destino e a resistência à mudança. O eu lírico deseja que sua vida permaneça estável e imutável, mesmo que isso signifique envelhecer e entrar na velhice.
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