An image with the following quote Pela primeira vez, ímpias risadas
Susta em prantos o deus da zombaria;
Chora, e vingam-se dele, nesse dia,
Os silvanos e as ninfas ultrajadas;

Trovejam bocas mil escancaradas,
Rindo; arrombam-se os diques da alegria,
E estoira descomposta vozeria
Por toda a selva, e apupos e pedradas.

Fauno o indigita; a Náiade o caçoa;
Sátiros vis, da mais indigna laia,
Zombam. Não há quem dele se condoa!

E Eco propaga a formidável vaia,
Que além, por fundos boqueirões reboa,
E, como um largo mar, rola e se espraia...

Pela primeira vez, ímpias risadas Susta em prantos o deus da zombaria; Chora, e vingam-se dele, nesse dia, Os silvanos e as ninfas ultrajadas; Trovejam bocas mil escancaradas, Rin...

— Raimundo Correia

Tristeza de Momo

Pela primeira vez, ímpias risadas Susta em prantos o deus da zombaria; Chora, e vingam-se dele, nesse dia, Os silvanos e as ninfas ultrajadas; Trovejam bocas mil escancaradas, Rindo; arrombam-se os diques da alegria, E estoira descomposta vozeria Por toda a selva, e apupos e pedradas. Fauno o indigita; a Náiade o caçoa; Sátiros vis, da mais indigna laia, Zombam. Não há quem dele se condoa! E Eco propaga a formidável vaia, Que além, por fundos boqueirões reboa, E, como um largo mar, rola e se espraia...
Mil-Frases Mil-Frases · 3 years ago
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Raimundo Correia
29 posts
Raimundo da Mota ...
"Tristeza de Momo" é um poema de Raimundo Correia que retrata a melancolia e a tristeza do deus da zombaria, Momo. O poema descreve como, pela primeira vez, as risadas ímpias são interrompidas e Momo chora, sendo vingado pelos silvanos e ninfas ultrajadas