“Não te afastes de mim, temendo a minha sanha E o meu veneno... Escuta a minha triste história: Aracne foi meu nome e na trama ilusória Das rendas florescia a minha graça estranh...
— Manuel Bandeira
A Aranha
Não te afastes de mim, temendo a minha sanha
E o meu veneno... Escuta a minha triste história:
Aracne foi meu nome e na trama ilusória
Das rendas florescia a minha graça estranha.
Um dia desafiei Minerva. De tamanha
Ousadia hoje espio a incomparável glória...
Venci a deusa. Então, ciumenta da vitória,
Ela não ma perdoou: vingou-se e fez-me aranha!
Eu que era branca e linda, eis-me medonha e escura
Inspiro horror... O tu que espias a urdidura
Da minha teia, atenta ao que o meu palpo fia:
Pensa que fui mulher e tive dedos ágeis,
Sob os quais incessante e vária a fantasia
Criava a pala sutil para os teus ombros frágeis...
1907
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"A Aranha" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a história triste e melancólica de Aracne, uma mulher que desafiou a deusa Minerva e foi transformada em aranha como punição. Através da narrativa da aranha, o poema explora temas como a vaidade, a inve
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