An image with the following quote Dorme, dorme, dorme...

Quem te alisa a testa

Não é Malatesta,

Nem Pantagruel

— O poeta enorme.

Quem te alisa a testa

É aquele que vive

Sempre adolescente

Nos oásis mais frescos

De tua lembrança.


Dorme, ele te nina.


Te nina, te conta

— Sabes como é —,

Te conta a experiência

Do vário passado,

Das várias idades.

Te oferece a aurora

Do primeiro riso.

Te oferece o esmalte

Do primeiro dente.


A dor passará,

Como antigamente

Quando ele chegava.


Dorme... Ele te nina

Como se hoje fosses

A sua menina.

Dorme, dorme, dorme... Quem te alisa a testa Não é Malatesta, Nem Pantagruel — O poeta enorme. Quem te alisa a testa É aquele que vive Sempre adolescente Nos oásis mais fre...

— Manuel Bandeira

Acalanto para As Mães Que Perderam o Seu Menino

Dorme, dorme, dorme... Quem te alisa a testa Não é Malatesta, Nem Pantagruel — O poeta enorme. Quem te alisa a testa É aquele que vive Sempre adolescente Nos oásis mais frescos De tua lembrança. Dorme, ele te nina. Te nina, te conta — Sabes como é —, Te conta a experiência Do vário passado, Das várias idades. Te oferece a aurora Do primeiro riso. Te oferece o esmalte Do primeiro dente. A dor passará, Como antigamente Quando ele chegava. Dorme... Ele te nina Como se hoje fosses A sua menina.
Mil-Frases Mil-Frases · hace 2 años
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Manuel Bandeira
439 posts
A poesia de Bande...
Este poema de Manuel Bandeira, intitulado "Acalanto para As Mães Que Perderam o Seu Menino", é um comovente acalanto dirigido às mães que perderam seus filhos. O poeta utiliza uma linguagem simples e delicada para transmitir conforto e esperança às mães e