“Ah, que extraordinário, Nos grandes momentos do sossego da tristeza, Como quando alguém morre, e estamos em casa dele e todos estão quietos O rodar de um carro na rua, ou o canto d...
— Álvaro de Campos
Ah, que extraordinário,
Ah, que extraordinário,
Nos grandes momentos do sossego da tristeza,
Como quando alguém morre, e estamos em casa dele e todos estão quietos
O rodar de um carro na rua, ou o canto de um galo nos quintais...
Que longe da vida!
É outro mundo.
Viramo-nos para a janela, e o sol brilha lá fora
Vasto sossego plácido da natureza sem interrupções!
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Este poema de Álvaro de Campos, intitulado "Ah, que extraordinário", retrata a sensação de estar imerso na tristeza e no silêncio, especialmente em momentos de luto. O poeta descreve a experiência de estar na casa de alguém que faleceu, onde tudo está qui
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