An image with the following quote Aquela falsa e triste semelhança
Entre quem julgo ser e quem eu sou.
Sou a máscara que volve a ser criança,
Mas reconheço, adulto, aonde estou,

Isto não é o Carnaval, nem eu.
Tenho vontade de dormir, e ando.
O que passa, ondeando, em torno meu,
Passa (...)

Dormir, despir-me deste mundo ultraje,
Como quem despe um dominó roubado.
Despir a alma postiça como a um traje.

Tenho náusea carnal do meu destino.
Quase me cansa me cansar. E vou,
Anónimo, (...) menino,
Por meu ser fora à busca de quem sou.

Aquela falsa e triste semelhança Entre quem julgo ser e quem eu sou. Sou a máscara que volve a ser criança, Mas reconheço, adulto, aonde estou, Isto não é o Carnaval, nem eu. Tenh...

— Álvaro de Campos

Aquela falsa e triste semelhança

Aquela falsa e triste semelhança Entre quem julgo ser e quem eu sou. Sou a máscara que volve a ser criança, Mas reconheço, adulto, aonde estou, Isto não é o Carnaval, nem eu. Tenho vontade de dormir, e ando. O que passa, ondeando, em torno meu, Passa (...) Dormir, despir-me deste mundo ultraje, Como quem despe um dominó roubado. Despir a alma postiça como a um traje. Tenho náusea carnal do meu destino. Quase me cansa me cansar. E vou, Anónimo, (...) menino, Por meu ser fora à busca de quem sou.
Mil-Frases Mil-Frases · hace 3 años
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Álvaro de Campos
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O Poeta Álvaro de...
"Aquela falsa e triste semelhança" é um poema de Álvaro de Campos que aborda a dualidade entre a imagem que projetamos para o mundo e a nossa verdadeira essência. O eu lírico reconhece a sua máscara social, mas sente-se perdido e deslocado, desejando volt