“Montanha e chão. Neve e lava, Humildade da umidade. Quem disse que eu não te amava? Amo-te mais que a verdade. E de resto o que é a verdade? E de resto o que é a poesia? E o...
— Manuel Bandeira
Ariesphinx
Montanha e chão. Neve e lava,
Humildade da umidade.
Quem disse que eu não te amava?
Amo-te mais que a verdade.
E de resto o que é a verdade?
E de resto o que é a poesia?
E o que é, nesta guerra fria,
Qualquer pura realidade?
Então, tão-só no passado
Quero situar o meu sonho.
Faço como tu e, mudado
Em ariesphinx, sotoponho
O leão ao manso carneiro.
Doçura de olhos de corça!
Doçura, divina força
De Jesus, de Deus cordeiro.
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"Ariesphinx" é um poema de Manuel Bandeira que explora a dualidade entre a montanha e o chão, a neve e a lava, representando a humildade da umidade. O poema questiona o significado da verdade e da poesia, e reflete sobre a realidade em meio a uma guerra f
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