Poema
“O rei atirou Seu anel ao mar E disse às sereias: — Ide-o lá buscar, Que se o não trouxerdes, Virareis espuma Das ondas do mar! Foram as sereias, Não tardou, voltaram Com...
— Manuel Bandeira
Balada do Rei das Sereias
O rei atirou
Seu anel ao mar
E disse às sereias:
— Ide-o lá buscar,
Que se o não trouxerdes,
Virareis espuma
Das ondas do mar!
Foram as sereias,
Não tardou, voltaram
Com o perdido anel.
Maldito o capricho
De rei tão cruel!
O rei atirou
Grãos de arroz ao mar
E disse às sereias:
— Ide-os lá buscar,
Que se os não trouxerdes,
Virareis espuma
Das ondas do mar!
Foram as sereias,
Não tardou, voltaram,
Não faltava um grão.
Maldito o capricho
Do mau coração!
O rei atirou
Sua filha ao mar
E disse às sereias:
— Ide-a lá buscar,
Que se a não trouxerdes,
Virareis espuma
Das ondas do mar!
Foram as sereias...
Quem as viu voltar?...
Não voltaram nunca!
Viraram espuma
Das ondas do mar.
Petrópolis, 25.3.1943
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"Balada do Rei das Sereias" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a crueldade de um rei que desafia as sereias a trazerem de volta seus objetos perdidos, ameaçando transformá-las em espuma do mar caso falhem. No entanto, quando o rei atira sua própria
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