“Como um vento na floresta, Minha emoção não tem fim. Nada sou, nada me resta. Não sei quem sou para mim. E como entre os arvoredos Há grandes sons de folhagem, Também agito segred...
— Fernando Pessoa
Como um vento na floresta,
Como um vento na floresta,
Minha emoção não tem fim.
Nada sou, nada me resta.
Não sei quem sou para mim.
E como entre os arvoredos
Há grandes sons de folhagem,
Também agito segredos
No fundo da minha imagem.
E o grande ruído do vento
Que as folhas cobrem de som
Despe-me do pensamento:
Sou ninguém, temo ser bom.
30/09/1930
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Este poema de Fernando Pessoa, intitulado "Como um vento na floresta", retrata a emoção infinita do eu lírico, que se sente vazio e sem identidade. Através de metáforas relacionadas à natureza, o poeta expressa a agitação e os segredos ocultos dentro de s
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