“Ondas da praia onde vos vi, Olhos verdes sem dó de mim, Ai Avatlântica! Ondas da praia onde morais, Olhos verdes intersexuais. Ai Avatlântica! Olhos verdes sem dó de mim,...
— Manuel Bandeira
Cossante
Ondas da praia onde vos vi,
Olhos verdes sem dó de mim,
Ai Avatlântica!
Ondas da praia onde morais,
Olhos verdes intersexuais.
Ai Avatlântica!
Olhos verdes sem dó de mim,
Olhos verdes, de ondas sem fim,
Ai Avatlântica!
Olhos verdes, de ondas sem dó,
Por quem me rompo, exausto e só
Ai Avatlântica!
Olhos verdes, de ondas sem fim,
Por quem jurei de vos possuir,
Ai Avatlântica!
Olhos verdes sem lei nem rei,
Por quem juro vos esquecer,
Ai Avatlântica!
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"Cossante" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a intensidade das ondas do mar e a presença marcante de olhos verdes. A repetição do verso "Ai Avatlântica!" cria um tom de lamento e desejo. Este poema pode ser lido ou partilhado em momentos de contem
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