“Do meio da rua (Que é, aliás, o infinito) Um pregão flutua, Música num grito... Como se no braço Me tocasse alguém Viro-me num espaço Que o espaço não tem. Outrora em criança O m...
— Fernando Pessoa
Do meio da rua
Do meio da rua
(Que é, aliás, o infinito)
Um pregão flutua,
Música num grito...
Como se no braço
Me tocasse alguém
Viro-me num espaço
Que o espaço não tem.
Outrora em criança
O mesmo pregão...
Não lembres... Descansa,
Dorme, coração!...
07/10/1930
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Este poema de Fernando Pessoa, intitulado "Do meio da rua", retrata a experiência sensorial de ouvir um pregão flutuando no ar, como música em um grito. O eu lírico descreve a sensação de ser tocado por alguém no braço, mesmo estando em um espaço vazio. H
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