“E quando o leito estiver quase ao pé do tecto E eu olhando para trás, por esta vigia — o quarto todo com os seus armários, E sentindo na alma o movimento da hélice do navio, Verei...
— Álvaro de Campos
E quando o leito estiver quase ao pé do tecto
E quando o leito estiver quase ao pé do tecto
E eu olhando para trás, por esta vigia — o quarto todo com os seus armários,
E sentindo na alma o movimento da hélice do navio,
Verei já tudo ao longe e diferente e frio...
As minhas sensações numa cidade amontoada distante
E ao fundo, por detrás delas, o universo inteiro, ponte que finda...
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Este poema de Álvaro de Campos, intitulado "E quando o leito estiver quase ao pé do tecto", retrata uma cena em que o eu lírico está deitado em seu leito, olhando para trás através de uma janela e observando o quarto com seus armários. Ele sente a alma se
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