An image with the following quote Morre a tarde. Erra no ar a divina fragrância.

Fora, a mortiça luz do crepúsculo arde.

Nas árvores, no oceano e no azul da distância

Morre a tarde...


Morrem as rosas. Minhas pálpebras se molham

No pranto das desesperanças dolorosas.

Sobre a mesa, pétala a pétala, se esfolham,

Morrem as rosas...


Morre o teu sonho?... Neste instante o pensamento

Acabrunha o meu ser como um pesar medonho.

Ah, por que temo assim? Dize: neste momento

Morre o teu sonho...

Morre a tarde. Erra no ar a divina fragrância. Fora, a mortiça luz do crepúsculo arde. Nas árvores, no oceano e no azul da distância Morre a tarde... Morrem as rosas. Minhas p...

— Manuel Bandeira

Enquanto Morrem as Rosas

Morre a tarde. Erra no ar a divina fragrância. Fora, a mortiça luz do crepúsculo arde. Nas árvores, no oceano e no azul da distância Morre a tarde... Morrem as rosas. Minhas pálpebras se molham No pranto das desesperanças dolorosas. Sobre a mesa, pétala a pétala, se esfolham, Morrem as rosas... Morre o teu sonho?... Neste instante o pensamento Acabrunha o meu ser como um pesar medonho. Ah, por que temo assim? Dize: neste momento Morre o teu sonho...
Mil-Frases Mil-Frases · hace 2 años
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Manuel Bandeira
439 posts
A poesia de Bande...
"Enquanto Morrem as Rosas" é um poema melancólico e introspectivo de Manuel Bandeira. O poeta descreve a morte da tarde e das rosas, simbolizando a perda e o fim de sonhos. Através de uma linguagem poética delicada, o poema evoca sentimentos de tristeza e