“Diz à mulher o Vicente: — "Tu não achas, meu amor, Que hoje, anos do professor, Devemos dar-lhe um presente?" — "Com certeza, ele é tão bom, Trata tão bem o Juquinha... Já era lem...
— Olavo Bilac
II - Presente de Anos
Diz à mulher o Vicente:
— "Tu não achas, meu amor,
Que hoje, anos do professor,
Devemos dar-lhe um presente?"
— "Com certeza, ele é tão bom,
Trata tão bem o Juquinha...
Já era lembrança minha,
Mandarmos, que é do bom tom."
— "Que deve ser? Vamos, fala:
Um bom livro, alguma jóia,
Aquele quadro de Goya,
Um cachimbo, uma bengala...?"
E discutem, todo o almoço,
Que presente deve ser;
E já, de tanto escolher,
Vão formando um alvoroço.
Juquinha, que escuta quieto,
Tão tola e simples questão,
Pra acabar a discussão,
Apresenta este projeto:
— "Nada de presentes finos.
Dêem cousa que mate a fome:
Que ele é tão pobre, que come
Nas panelas dos meninos."
In: BILAC, Olavo. Pimentões: rimas d'O Filhote. Rio de Janeiro: Laemmert, 1897
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"II - Presente de Anos" é um poema de Olavo Bilac que retrata uma conversa entre um casal sobre o presente de aniversário que devem dar a um professor. A discussão gira em torno de presentes finos e luxuosos, mas o filho do casal, Juquinha, sugere algo ma
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