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Jovem morreste, porque regressaste,

Ó deus inconsciente, onde teus pares

De após Cronos te esperam

Ressuscitados deles.


Antes de ti já era a Natureza,

Mas não a alma de compreendê-la.

Deu-te o deus o instinto

Com que sentir as cousas.


Os deuses imortais reconduziste

À humana visão obscurecida

(...)

(...)


Sós ficamos, mas não abandonados,

Porque a obra, que deixaste, és tu ainda

Qual luz à extinta estrela

Póstuma a terra alaga.


Por seu os deuses contam quem

E com teu nome a divindade prestas

De ser eterna à pátria

Odisseia cidade


Igual des ti às sete que contendem,

Cidades por Homero, ou alcaica Lesbos,

Ou heptápila Tebas

Ogígia mãe de Píndaro.

<i>A. Caeiro</i> Jovem morreste, porque regressaste, Ó deus inconsciente, onde teus pares De após Cronos te esperam Ressuscitados deles. Antes de ti já era a Natureza, Mas...

— Ricardo Reis

Jovem morreste, porque regressaste,

<i>A. Caeiro</i> Jovem morreste, porque regressaste, Ó deus inconsciente, onde teus pares De após Cronos te esperam Ressuscitados deles. Antes de ti já era a Natureza, Mas não a alma de compreendê-la. Deu-te o deus o instinto Com que sentir as cousas. Os deuses imortais reconduziste À humana visão obscurecida (...) (...) Sós ficamos, mas não abandonados, Porque a obra, que deixaste, és tu ainda Qual luz à extinta estrela Póstuma a terra alaga. Por seu os deuses contam quem E com teu nome a divindade prestas De ser eterna à pátria Odisseia cidade Igual des ti às sete que contendem, Cidades por Homero, ou alcaica Lesbos, Ou heptápila Tebas Ogígia mãe de Píndaro.
Mil-Frases Mil-Frases · hace 3 años
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Ricardo Reis
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Ricardo Reis, um ...
Este poema de Ricardo Reis, intitulado "Jovem morreste, porque regressaste", aborda a temática da morte e da existência humana. O eu lírico reflete sobre a morte prematura de um jovem e questiona o motivo pelo qual ele teve que regressar à vida após a sua