An image with the following quote Outro, não eu, ó debutantes!

Cante as galas primaveris.

Que o meu estro de relutantes

Octossílabos já senis

Mais imagina do que diz

O que nos primeiros instantes

Do amor e do sonho sentis.


Meus vinte anos vão tão distantes!

Pensando bem, jamais os fiz.

Enfermo, envelheci muito antes.


Aprendi a ser infeliz,

Deus louvado, e por isso quis

Em vossa festa, ó debutantes!

Meter, perdoai!, o meu nariz.

Outro, não eu, ó debutantes! Cante as galas primaveris. Que o meu estro de relutantes Octossílabos já senis Mais imagina do que diz O que nos primeiros instantes Do amor e do...

— Manuel Bandeira

Madrigal para As Debutantes de 1946

Outro, não eu, ó debutantes! Cante as galas primaveris. Que o meu estro de relutantes Octossílabos já senis Mais imagina do que diz O que nos primeiros instantes Do amor e do sonho sentis. Meus vinte anos vão tão distantes! Pensando bem, jamais os fiz. Enfermo, envelheci muito antes. Aprendi a ser infeliz, Deus louvado, e por isso quis Em vossa festa, ó debutantes! Meter, perdoai!, o meu nariz.
Mil-Frases Mil-Frases · hace 2 años
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Manuel Bandeira
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A poesia de Bande...
"Madrigal para As Debutantes de 1946" é um poema de Manuel Bandeira que retrata a melancolia e a nostalgia do poeta ao se dirigir às debutantes. O eu lírico expressa a sua própria velhice e enfermidade, contrastando com a juventude e a alegria das jovens