“Não ter deveres, nem horas certas, nem realidades... Ser uma ave humana Que passe haleyonica sobre a intransigência do mundo — Ganhando o pão da sua noite com o suor da fronte dos...
— Álvaro de Campos
Não ter deveres, nem horas certas, nem realidades...
Não ter deveres, nem horas certas, nem realidades...
Ser uma ave humana
Que passe haleyonica sobre a intransigência do mundo —
Ganhando o pão da sua noite com o suor da fronte dos outros —
Faz-tudo triste
No coliseu com lágrimas,
E compère antigo, um pouco mais cheio que Vénus de Milo,
Na insubsistência dos acasos.
E um pouco de sol, ao menos, para os sonhos onde não vivo.
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Este poema de Álvaro de Campos retrata a busca por uma liberdade absoluta, onde não existem deveres, horários fixos ou realidades concretas. O eu lírico se imagina como uma ave humana, voando acima das restrições do mundo, sustentando-se com o trabalho ár
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