“No grande espaço de não haver nada Que a noite finge, brilham mal os astros. Não há lua, e ainda bem. Neste momento, Lídia, considero Tudo, e um frio que não há me entra Na al...
— Ricardo Reis
No grande espaço de não haver nada
No grande espaço de não haver nada
Que a noite finge, brilham mal os astros.
Não há lua, e ainda bem.
Neste momento, Lídia, considero
Tudo, e um frio que não há me entra
Na alma. Não existes.
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Este poema de Ricardo Reis retrata um grande vazio existencial, onde a noite simula a presença de astros que brilham fracamente. A ausência da lua é bem-vinda, pois neste momento o eu lírico considera tudo e sente um frio que penetra na alma. A personagem
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