An image with the following quote Na vasta enfermaria ela repousa
Tão branca como a orla do lençol
Gorjeia a sua voz ternos perfumes
Como no bosque à noite o rouxinol.
É delicada e triste. O seu corpito
Tem o perfume casto da verbena.
Não são mais brancas as magnólias brancas
Que a sua boca tão branca e pequena.
Ouço dizer: - Seu rosto faz sonhar!
Serão pétalas de rosa ou de luar?
Talvez a neve que chorou o inverno...
Mas vendo-a assim tão branca, penso eu:
É um astro cansado, que do céu
Veio repousar nas trevas dum inferno!

Na vasta enfermaria ela repousa Tão branca como a orla do lençol Gorjeia a sua voz ternos perfumes Como no bosque à noite o rouxinol. É delicada e triste. O seu corpito Tem o perfu...

— Florbela Espanca

No hospital (À Théa)

Na vasta enfermaria ela repousa Tão branca como a orla do lençol Gorjeia a sua voz ternos perfumes Como no bosque à noite o rouxinol. É delicada e triste. O seu corpito Tem o perfume casto da verbena. Não são mais brancas as magnólias brancas Que a sua boca tão branca e pequena. Ouço dizer: - Seu rosto faz sonhar! Serão pétalas de rosa ou de luar? Talvez a neve que chorou o inverno... Mas vendo-a assim tão branca, penso eu: É um astro cansado, que do céu Veio repousar nas trevas dum inferno!
Mil-Frases Mil-Frases · hace 3 años
0 Curtida
0 Comentário
0 Partilhas

Comentário

Seja o primeiro a comentar.
Florbela Espanca
70 posts
Poetisa , Florbel...
Este poema de Florbela Espanca, intitulado "No hospital (À Théa)", retrata a imagem de uma mulher doente, descrita como branca e delicada. A voz da mulher é comparada ao canto do rouxinol, enquanto seu corpo exala o perfume casto da verbena. A autora ques