“No ocaso, sobre Lisboa, no tédio dos dias que passam, Fixo no tédio do dia que passa permanentemente Moro na vigília involuntária como um fecho de porta Que não fecha coisa nenhuma...
— Álvaro de Campos
No ocaso, sobre Lisboa, no tédio dos dias que passam,
No ocaso, sobre Lisboa, no tédio dos dias que passam,
Fixo no tédio do dia que passa permanentemente
Moro na vigília involuntária como um fecho de porta
Que não fecha coisa nenhuma.
Meu coração involuntário, impulsivo,
Naufraga a esfinges indigentes
Nas consequências e fins, [acordando?] no [além?]...
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Este poema de Álvaro de Campos retrata um estado de tédio e monotonia que paira sobre Lisboa ao entardecer. O eu lírico se encontra imerso nesse tédio, como se estivesse preso em um ciclo interminável de dias monótonos. O coração do poeta é descrito como
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