“Paro, escuto, reconheço-me! O som da minha voz caiu no ar sem vida. Fiquei o mesmo, tu estás morto, tudo é insensível... Saudar-te foi um modo de eu querer animar-me, Para que te s...
— Álvaro de Campos
Paro, escuto, reconheço-me!
Paro, escuto, reconheço-me!
O som da minha voz caiu no ar sem vida.
Fiquei o mesmo, tu estás morto, tudo é insensível...
Saudar-te foi um modo de eu querer animar-me,
Para que te saudei sem que me julgue capaz
Da energia viva de saudar alguém!
Ó coração por sarar! quem me salva de ti?
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"Paro, escuto, reconheço-me!" é um poema de Álvaro de Campos que expressa uma profunda sensação de desolação e solidão. O eu lírico reconhece a sua própria existência, mas sente-se vazio e insensível diante da morte e da ausência do outro. O poema reflete
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