“Pequeno é o espaço que de nós separa O que havemos de ser quando morrermos. Não conhecemos quem será o morto De hoje que então acaba. Só o passado, comum a nós e a ele, Será i...
— Ricardo Reis
Pequeno é o espaço que de nós separa
Pequeno é o espaço que de nós separa
O que havemos de ser quando morrermos.
Não conhecemos quem será o morto
De hoje que então acaba.
Só o passado, comum a nós e a ele,
Será indício de que a nossa alma
Persiste e como antiga ama, conta
Histórias esquecidas…
Se pudéssemos pôr o pensamento
Com esta visão adentro de ideia
Que havemos de ter naquela hora,
Estranhos olharíamos
O que somos, cuidando ver um outro
E o espaço temporal que hoje habitamos
Luz onde nossa alma nasceu
Alheia antes de a termos.
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Este poema de Ricardo Reis reflete sobre a brevidade da vida e a incerteza do que nos espera após a morte. O eu lírico questiona quem será o morto de hoje e se a nossa alma persiste além da morte. O passado é o único indício de que a nossa alma continua e
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