Poema
“Qual, Pirro, aquilo gosta que o amarga, Qual aquilo que gosta. Pares quem os fados diferentes Como rios diversos, Com curso a leste ou oeste, a sul ou norte, Sempre ao mar em...
— Ricardo Reis
Qual, Pirro, aquilo gosta que o amarga,
Qual, Pirro, aquilo gosta que o amarga,
Qual aquilo que gosta.
Pares quem os fados diferentes
Como rios diversos,
Com curso a leste ou oeste, a sul ou norte,
Sempre ao mar em que acabam.
Gostemos pois aquilo em que pusémos
O gosto inaprendido,
Temos as tenras tardes, não (...)
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Este poema de Ricardo Reis aborda a dualidade do gosto e do desgosto na vida. O eu lírico questiona o que é que realmente gostamos, comparando-o com aquilo que nos amarga. Através de metáforas, o poeta reflete sobre as diferentes direções que os destinos
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