“Quero, da vida, só não conhecê-la. Bastam, a quem o Fado pôs na vida, As formas sucessórias Da vida insubsistente. Pouco serve pensar que são eternos Os nossos nadas com que n...
— Ricardo Reis
Quero, da vida, só não conhecê-la.
Quero, da vida, só não conhecê-la.
Bastam, a quem o Fado pôs na vida,
As formas sucessórias
Da vida insubsistente.
Pouco serve pensar que são eternos
Os nossos nadas com que na alma amamos
Os outros pobres nadas
Que (...)
Gratos aos deuses, menos pela incerta
Posse do sonhado certo, recolhamos
A mercê passageira
De instantes que não duram.
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Este poema de Ricardo Reis expressa uma visão de desapego em relação à vida. O eu lírico afirma que deseja apenas não conhecê-la, valorizando a transitoriedade e efemeridade das experiências. O poema reflete uma postura resignada diante da existência, des
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