“Quero ignorado, e calmo Por ignorado, e próprio Por calmo, encher meus dias De não querer mais deles. Aos que a riqueza toca O ouro irrita a pele. Aos que a fama bafeja Emb...
— Ricardo Reis
Quero ignorado, e calmo
Quero ignorado, e calmo
Por ignorado, e próprio
Por calmo, encher meus dias
De não querer mais deles.
Aos que a riqueza toca
O ouro irrita a pele.
Aos que a fama bafeja
Embacia-se a vida.
Aos que a felicidade
É sol, virá a noite.
Mas ao que nada espera
Tudo que vem é grato.
02/03/1933
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Este poema de Ricardo Reis expressa o desejo de ser ignorado e calmo. O poeta busca preencher seus dias com a tranquilidade de não querer mais do que já possui. Ele contrasta a irritação que o ouro causa na pele daqueles que são tocados pela riqueza e a v
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