An image with the following quote De Colombina o infantil borzeguim

Pierrot aperta a chorar de saudade.

O sonho passou. Traz magoado o rim,

Magoada a cabeça exposta à umidade.


Lavou o orvalho o alvaiade e o carmim.

A alva desponta. Dói-lhe a claridade

Nos olhos tristes. Que é dela?... Arlequim

Levou-a! e dobra o desejo à maldade

De Colombina.


O seu desencanto não tem um fim.

Pobre Pierrot! Não lhe queiras assim.

Que são teus amores?... — Ingenuidade

E o gosto de buscar a própria dor.

Ela é de dois?... Pois aceita a metade!

Que essa metade é talvez todo o amor

De Colombina...


1913

De Colombina o infantil borzeguim Pierrot aperta a chorar de saudade. O sonho passou. Traz magoado o rim, Magoada a cabeça exposta à umidade. Lavou o orvalho o alvaiade e o ca...

— Manuel Bandeira

Rondó de Colombina

De Colombina o infantil borzeguim Pierrot aperta a chorar de saudade. O sonho passou. Traz magoado o rim, Magoada a cabeça exposta à umidade. Lavou o orvalho o alvaiade e o carmim. A alva desponta. Dói-lhe a claridade Nos olhos tristes. Que é dela?... Arlequim Levou-a! e dobra o desejo à maldade De Colombina. O seu desencanto não tem um fim. Pobre Pierrot! Não lhe queiras assim. Que são teus amores?... — Ingenuidade E o gosto de buscar a própria dor. Ela é de dois?... Pois aceita a metade! Que essa metade é talvez todo o amor De Colombina... 1913
Mil-Frases Mil-Frases · hace 2 años
0 Curtida
0 Comentário
0 Partilhas

Comentário

Seja o primeiro a comentar.
Manuel Bandeira
439 posts
A poesia de Bande...
"Rondó de Colombina" é um poema melancólico de Manuel Bandeira que retrata a tristeza de Pierrot pela ausência de Colombina. O poema expressa a dor e a saudade do personagem, que se sente abandonado e desencantado. Através de uma linguagem poética delicad