An image with the following quote Sofro, Lídia, do medo do destino.

A leve pedra que um momento ergue

As lisas rodas do meu carro, aterra

Meu coração.


Tudo quanto me ameace de mudar-me

Para melhor que seja, odeio e fujo.

Deixem-me os deuses minha vida sempre

Sem renovar


Meus dias, mas que um passe e outro passe

Ficando eu sempre quase o mesmo; indo

Para a velhice como um dia entra

No anoitecer.



26/05/1917

Sofro, Lídia, do medo do destino. A leve pedra que um momento ergue As lisas rodas do meu carro, aterra Meu coração. Tudo quanto me ameace de mudar-me Para melhor que seja, o...

— Ricardo Reis

Sofro, Lídia, do medo do destino. [2]

Sofro, Lídia, do medo do destino. A leve pedra que um momento ergue As lisas rodas do meu carro, aterra Meu coração. Tudo quanto me ameace de mudar-me Para melhor que seja, odeio e fujo. Deixem-me os deuses minha vida sempre Sem renovar Meus dias, mas que um passe e outro passe Ficando eu sempre quase o mesmo; indo Para a velhice como um dia entra No anoitecer. 26/05/1917
Mil-Frases Mil-Frases · hace 3 años
0 Curtida
0 Comentário
0 Partilhas

Comentário

Seja o primeiro a comentar.
Ricardo Reis
501 posts
Ricardo Reis, um ...
Este poema de Ricardo Reis expressa o medo do destino e a resistência à mudança. O eu lírico deseja que sua vida permaneça estável e imutável, mesmo que isso signifique envelhecer e entrar na velhice.