“Tarda o verão. No campo tributário Da nossa esperança, não há sol bastante, Nem se esperavam as que vêm, chuvas Na estação, deslocadas. Meu vão conhecimento do que vejo Com o...
— Ricardo Reis
Tarda o verão. No campo tributário
Tarda o verão. No campo tributário
Da nossa esperança, não há sol bastante,
Nem se esperavam as que vêm, chuvas
Na estação, deslocadas.
Meu vão conhecimento do que vejo
Com o que é falso se contenta, a noite,
Em pouco dando à conclusão factícia
Do moribundo tudo.
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Este poema de Ricardo Reis retrata a demora do verão e a falta de sol suficiente para alimentar a esperança. As chuvas chegam fora de época, deslocadas. O eu lírico se contenta com o conhecimento vago do que vê, enquanto a noite, representando a morte, of
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